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APIX Stories POA - Maximizando o potencial do seu negócio

Especialistas da Sensedia mostram como APIs, Microsserviços e integrações modernas ajudam a otimizar arquiteturas e maximizar o potencial dos negócios

Transcrição:

E a ideia é explorar como são as melhores práticas, quais são os pilares que definem uma integração moderna. Quais são as práticas que devemos observar, quais são as ideias centrais, pensando em integração, como maximizar o potencial disso e como tirar o melhor proveito.

Eu sou Rafael Cardoso, sou gerente de soluções da Sensedia, e o Leonardo é o nosso arquiteto da área de serviços profissionais. A nossa ideia é fazer uma breve viagem ao passado, entender uma fotografia de diferentes momentos da indústria, da história, da integração entre sistemas.

Depois, chegando num momento atual, vamos abordar quais são os desafios que hoje nos impulsionam e que se apresentam para nós. Em seguida, apresentar esses pilares e, por fim, inclusive apresentar um case. Então, vamos nessa.

Procuramos aqui recortar quatro fotografias. Existem inúmeros pontos que a gente poderia trabalhar quando pensa em como evoluiu a integração e como a indústria se comportou ao longo das últimas décadas com esse tema presente.

Se a gente pensar em quatro pontos, quatro momentos, começamos pela troca de arquivo. Lá no início, ainda havia muita troca de arquivo. Quem é mais antigo, cabelo branco que nem eu, vai lembrar.

A gente tinha um sistema onde, em determinado momento, era gerado um arquivo. Esse arquivo era enviado para processamento. Algumas vezes esse processamento era automatizado, com algum tipo de job. Em outros momentos, era necessário que um operador fosse lá e disparasse esse processamento manualmente.

Não raro, esse processamento levava até 24 horas.

O arquivo era enviado, o processamento era disparado, gerava um arquivo de resposta e essa resposta voltava para quem demandou. Às vezes esse ciclo levava 24 horas ou mais.

Por que isso é importante?

Porque nos remete à ideia de que era possível esperar 24 horas para uma integração. A agilidade não era tão acelerada como nos dias de hoje. Esperar um arquivo ser processado em 24 horas hoje parece até um paraíso, sem necessidade de algo online ou instantâneo.

A indústria evolui, tudo evolui. Chegamos então ao momento do cliente-servidor. Essa sopa de letrinhas muitos de nós já vivenciamos: RPC, COM+, CORBA.

Agora eu consigo executar uma rotina no computador destino, no servidor, e a resposta vem instantaneamente. Eu já sei se integrou, se não integrou, se o registro entrou, se deu falha e por que deu falha.

Esse tempo foi encurtando. Passamos a trabalhar praticamente em tempo real.

Outra fotografia que surge em seguida são os web services. Agora eu executo esse RPC e consigo passar do firewall. Consigo expor serviços para qualquer um consumir. Tudo fica mais fácil porque agora existe um padrão para fazer isso.

Esse padrão evolui para a nossa quarta fotografia: APIs REST. Tudo ficou ainda mais facilitado, mais difundido e mais simples de implementar.

A indústria veio trabalhando esses aspectos para responder às necessidades do negócio, que são fazer as coisas de forma mais rápida, prática e eficiente.

Passamos por data transfer, P2P, exercitando diferentes paradigmas e ideias de integração. Hoje falamos muito em APIs e microsserviços, e isso nos impulsiona a novos desafios.

Vocês já pararam para pensar nisso? O que nos impulsiona atualmente? Qual é a demanda que nos empurra para sermos mais eficientes?

A transformação digital e a evolução da indústria são inexoráveis. Elas vão acontecer a gente aceitando ou não. A questão é: como nos preparar para responder melhor a isso?

Aqui entra a ideia de composable. Não é um objetivo técnico, mas uma forma de pensar. Viemos de uma evolução onde tudo era centralizado e agora tudo é distribuído.

Essa distribuição traz desafios. Como manter essa malha coesa? Como garantir governança adequada? Antes havia um ponto central responsável por tudo; agora o negócio está distribuído.

A composibilidade permite decompor tanto o parque tecnológico quanto o negócio em pequenas peças independentes e reutilizáveis. Assim, conseguimos escalar de forma eficiente, criar novos produtos e responder a novas demandas.

Dentro dessa ideia, trabalhamos cinco pilares. O Leonardo vai explicar como esse framework funciona, pensando em excelência operacional, segurança, confiabilidade, eficiência, performance e redução de custos com prevenção de falhas.

Quando falamos de jornadas modernas, saímos de uma tecnologia centralizada para um cenário distribuído. Quanto mais real time atendemos, mais times, processos e granularidade precisamos.

Isso aumenta significativamente a complexidade. Quanto mais distribuída a jornada, maior a complexidade envolvida.

O Well-Architected Framework não é algo criado pela Sensedia. É uma prática de mercado. Cada cloud traz seu próprio modelo de boas práticas para arquiteturas modernas e distribuídas.

Hoje, a infraestrutura cloud é um mercado trilionário. Temos três grandes clouds dominando o mercado, mas também vemos outras surgindo com força, como a Oracle, que recentemente fechou parceria com o Uber.

Isso levanta uma questão importante: como criar modelos resilientes, que não fiquem presos a uma única cloud?

O foco aqui é garantir fundamentos bem estruturados. Dentro da Sensedia, especialmente nas frentes de Professional Services, apoiamos nossos clientes com princípios sólidos para entregar produtos de maior qualidade e atender às expectativas de negócio.

Falando dos pilares do Well-Architected, as grandes clouds possuem pilares muito semelhantes. A AWS, por exemplo, recentemente adicionou o pilar de sustentabilidade.

Esse pilar trata de como garantimos a entrega das aplicações em ambientes produtivos e não produtivos. Envolve pipelines, CI/CD, infraestrutura como código e externalização de configurações.

Isso permite antecipar falhas, criar ambientes de teste controlados, realizar testes end to end e fomentar uma cultura de melhoria contínua.

O pilar de segurança cobre desde redes até práticas dos times de desenvolvimento. Envolve identity provider, federação, SSO, MFA, autenticação, autorização e prevenção de vazamento de dados.

Abrange tanto o tráfego de borda quanto a comunicação entre microserviços.

Quanto mais granular a aplicação, maior o desafio de garantir políticas de segurança internas e externas.

A confiabilidade garante o máximo de uptime possível. Ela entra em conflito direto com o pilar financeiro, pois maior confiabilidade geralmente significa maior custo.

Aqui entram estratégias de distribuição por zona, região e multirregião, além de ferramentas como Service Mesh e práticas de chaos engineering para simulações controladas.

Esse pilar busca maximizar o uso da arquitetura e dos serviços. Nem sempre microserviços são a melhor resposta. Às vezes, serviços nativos das clouds são mais eficientes.

Falamos aqui de trade-offs, performance de arquitetura, eficiência operacional, experimentação, dimensionamento de capacidade e escalabilidade.

Esse é um dos pilares mais sensíveis hoje. Pequenas mudanças, como reduzir ambientes não produtivos de 24x7 para 8x5, podem gerar economias superiores a 50%.

A ideia é monitorar continuamente se a infraestrutura está superdimensionada ou adequada à real demanda.

Apresentamos um case de um parceiro da Sensedia que lançou um MVP de passagem automática em praças de pedágio. O produto cresceu rapidamente e exigiu evolução arquitetural.

Trabalhamos com processamento assíncrono, eventos, Kubernetes, Lambdas, ETL e bancos separados para leitura e escrita.

Cada tipo de usuário tinha necessidades diferentes: transacional em tempo real, consulta com pequeno atraso e analítico com até 24 horas de defasagem.

Nem sempre a mesma solução serve para todos. O segredo está em alinhar arquitetura, negócio e custo de forma inteligente.

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