APIX Stories - Do BaaS ao Open Banking: a arquitetura de sucesso do Banco Original
O Banco Original se torna pioneiro, implementando o Open Banking com a estruturação de um BaaS e potencializando a sua jornada de transformação digital
Fabrício (Sensedia)Eu faço parte do time de consultoria da Sensedia, trabalhando na parte de arquitetura, focado em módulos de Open Banking e Open Finance. Tenho experiência de 5 a 6 anos na área de consultoria.
A Sensedia é uma empresa com mais de 10 anos, focada em produto (carro-chefe é o API Gateway) e com um grande time de consultores. Nosso foco é promover e garantir a conexão entre sistemas, incluindo a segurança.
O APIX Wars é um evento anual da Sensedia, presencial (ou online) no final do ano, com dois dias: um técnico (hands-on) e outro de palestras. É uma troca de experiências, trazendo casos reais para discussão, e o evento de hoje será gravado.
Thales (Banco Original)
Eu sou o Thales, gerente de engenharia de software aqui no Banco Original. Minha carreira é totalmente voltada ao desenvolvimento de sistemas, tendo trabalhado em diversas instituições financeiras.
Sou responsável pela solução Open Banking do Original, utilizando um módulo da Sensedia. Nosso foco é a entrega de soluções digitais; o Original é pioneiro em inovação.
Minha experiência inclui arquitetura de soluções e desenvolvimento de sistemas, desde tecnologias legadas até a arquitetura distribuída atual.
Vantagens de desenvolver o próprio BaaS (Fabrício pergunta, Thales responde)
A principal vantagem de desenvolver o próprio BaaS é a possibilidade de priorizar a integração de serviços via APIs, alinhando-os com outras estratégias do Original. Isso permitiu olhar para a vertical BaaS e, simultaneamente, trabalhar na modernização do legado.
Houve uma refatoração completa de um sistema monolito para uma arquitetura de microsserviços, que se tornou a base de suporte para o BaaS. A estratégia de customizar o BaaS desde o início possibilitou entender o que o mercado e os parceiros de negócio esperavam em termos de serviços.
O Original conseguiu estruturar o BaaS em sinergia com projetos estruturantes, como a modernização do legado. Isso resultou em economia (save) e na adoção de tecnologias modernas em diferentes camadas, desde o API Gateway (produto da Sensedia) até o backend híbrido, garantindo escalabilidade, disponibilidade e otimização de custos.
Desafios e Impactos da Arquitetura Desacoplada (Fabrício pergunta, Thales responde)
O maior desafio e impacto foi cultural e comportamental. Foi necessário "evangelizar" a nova visão internamente, especialmente os gestores de negócio, para que entendessem o uso de APIs como oferta de serviços, saindo da visão de "monolito".
Essa disseminação do entendimento sobre o que é uma API e como ela se relaciona com o negócio foi o primeiro grande desafio cultural.
No aspecto técnico, o maior impacto foi a evolução da governança de TI. O processo de refatorar um monolito e conviver com o banco no ar foi complexo, mas permitiu priorizar funcionalidades críticas e melhorar a governança como um todo.
Isso envolveu a escolha de infraestrutura e tecnologias que trouxessem agilidade, disponibilidade e escalabilidade, com foco em observability. Aplicações desacopladas trazem mais resiliência e a capacidade de escalar em contextos de workload específico, como na Black Friday.
Os projetos no Original já nascem com a cultura moderna de microsserviços e API-first.
Experiência de BaaS como acelerador para o Open Banking (Fabrício pergunta, Thales responde)
A experiência prévia com BaaS foi um acelerador e muito positivo para o Open Banking. O BaaS trouxe maturidade cultural e de processos no relacionamento com clientes parceiros, que são diferentes do cliente interno.
Foi preciso criar um novo processo de governança para lidar com o relacionamento com parceiros (que tinham seus próprios clientes), o que trouxe grande aprendizado para os times técnicos e a Central de Atendimento.
Tecnicamente, o BaaS permitiu que o Original aprendesse a fazer API Management "antes da hora". Essa maturidade ajudou a posicionar o Original entre os maiores bancos digitais nas integrações do Open Banking.
Essa visão holística (cultura, processo e tecnologia) de prestação de serviço via API, sem entregar front-end, foi a grande vantagem.
Compartilhamento de Dados no Open Banking (Fabrício pergunta, Thales responde)
O Original nasceu "Open" e busca atender a premissa de ter o cliente no centro. A troca de dados do Open Banking tem o objetivo de ampliar a inclusão financeira e digital.
A competitividade gerada beneficia o cliente, que pode escolher o melhor banco e receber ofertas mais vantajosas. O Original espera coletar dados de alta qualidade de outras instituições, processá-los com seu motor de inteligência e usá-los para customizar produtos.
A meta é aumentar a oferta de crédito em 20% a 40% para os clientes e oferecer produtos mais personalizados. Na Fase 2 do Open Banking, o Original foi um dos primeiros a buscar ativamente os dados, não apenas cumprindo o regulatório de expor.
Essa postura agressiva de buscar os dados fez com que o Original se tornasse um "Hub de teste" para outras instituições.
Gerenciamento e Governança de APIs (Fabrício pergunta, Thales responde)
O gerenciamento e governança de APIs é crucial e impossível de sobreviver no ecossistema BaaS/Open Banking sem uma ferramenta de API Manager, como a plataforma da Sensedia. É preciso observar novas métricas de disponibilidade para o cliente externo.
A plataforma de API Manager oferece um Developer Portal e simplifica o desenvolvimento de APIs, sendo fundamental para a velocidade de adoção. A governança deve atentar ao desenvolvimento das APIs, à manutenção, saúde e aos limites da plataforma.
O Original processou 73 milhões de transações no primeiro semestre de BaaS, reforçando a necessidade de uma governança robusta.
A plataforma também possibilitou a rápida adequação a requisitos regulatórios dinâmicos do Open Banking, como o controle de soft open (Normativa 136), que foi resolvido rapidamente através de um "interceptor" (recurso do API Gateway).
A escolha pela Sensedia (API Manager) foi estratégica para acelerar o desenvolvimento da parte complexa de consentimento/autorização e permitir que o time interno focasse no core business: buscar, padronizar e disponibilizar os dados do legado. O maior desafio interno foi a padronização desses dados, oriundos de mais de 15 plataformas distribuídas.
O Compartilhamento é o Futuro da Economia? (Fabrício pergunta, Thales responde)
Thales concorda com a frase "O compartilhamento é o futuro da economia", vendo muitas oportunidades, embora o Open Data ainda não seja totalmente tangível. Open Banking, Open Finance, Open Health e outros "Opens" representam essa tendência de compartilhamento de dados e funções (como o P.I.X. na Fase 3).
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