Open Finance: como aproveitar sua licença de ITP para gerar novas receitas com ITP as a Service
Entre 2024 e 2025, o volume de iniciações de pagamento no Open Finance saltou de 7,4 milhões para 64,5 milhões de transações, um aumento de 9 vezes de um ano para o outro, segundo o Banco Central. A modalidade movimentou R$ 15,3 bilhões em 2025, e o ecossistema já ultrapassa 239 milhões de consentimentos ativos atualmente.
Essas são provas claras de que o mercado de iniciação de pagamentos está em plena ascensão. No entanto, é importante levar em consideração que esse crescimento ocorre de forma pouco distribuída. Dados do Dashboard do Cidadão mostram que um único iniciador movimentou mais de 360 milhões de transações em três meses, mais de um terço de todos os Pix iniciados no ecossistema no período.
Hoje, dezenas de instituições com autorização de ITP (Iniciador de Transação de Pagamento) seguem usando o ativo apenas na operação própria: no próprio checkout, no próprio aplicativo, para a própria base. O ativo regulatório existe, foi pago, está homologado e conectado ao diretório. Entretanto, acaba rendendo para um único negócio. Ou seja, é um ativo caro trabalhando bem abaixo da sua capacidade.
E a maioria das instituições segue alheia ao fato de que suas licenças de ITP poderiam atender a um vasto número de lojistas, gerando uma nova fonte de receita.
O preço da licença de ITP no Open Finance
O capital mínimo exigido para a licença de ITP é de R$ 17 milhões, e essa é a menor linha da conta. O processo pede equipe jurídica e de compliance dedicada durante toda a interação com o Banco Central, e caixa para sustentar a operação por pelo menos dezoito meses sem receita expressiva.
E a porta está se estreitando. Entre janeiro e abril de 2026, o Bacen indeferiu pedidos de oito instituições de pagamento, número que já supera o total de 2025 inteiro, quando houve seis negativas. O movimento acompanha um endurecimento consistente das normas, de regras de permanência no Pix, da nova metodologia de cálculo de capital mínimo. Há ainda o custo técnico permanente: com a Resolução BCB nº 541/2025, JSR e conformidade FAPI passaram a ser requisitos obrigatórios para iniciadores.
A licença de ITP ficou mais cara, mais difícil de se obter e com mais exigências para ser mantida. Quando um ativo se torna escasso, a pergunta relevante deixa de ser quanto ele custou e passa a ser quanto ele está rendendo.
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Como o ITP atende dois mercados que não se encontram
De um lado, um grupo pequeno de instituições com o ativo regulatório em mãos, aplicado a um único negócio. Do outro, um universo bem maior de empresas que gostariam de oferecer pagamento via Open Finance dentro das próprias jornadas: marketplaces, plataformas SaaS, ERPs, sistemas de cobrança e gestão, e-commerces de alto ticket. No segundo caso, são negócios que têm demanda, base instalada e volume. O que não têm é licença, e buscar uma, financeiramente, não faz sentido para seus casos de uso.
O resultado é previsível: boa parte da demanda por iniciação não é atendida, ou é atendida por meios mais caros. Uma maquininha opera em faixas de 2% a 5% por transação, enquanto a liquidação via Pix iniciado é expressivamente mais barata, com confirmação em segundos e conciliação nativa. A diferença é material, e ainda assim o fluxo não migra.
O gargalo não é tecnológico. Não é de demanda. É de acesso ao ativo regulatório.
ITP as a Service: o parceiro traz a licença, a Sensedia traz a tecnologia
É importante esclarecer uma distinção estrutural antes de qualquer coisa: a Sensedia não é participante licenciada do Open Finance. A autorização, a responsabilidade regulatória e o relacionamento com o Banco Central são e continuam sendo da instituição parceira. O que a Sensedia entrega é a camada tecnológica que torna a operação multi-lojista viável em escala.
Isso se traduz em multi-tenancy nativo. A plataforma provisiona cada lojista como contexto isolado, com App própria no API Manager, credenciais exclusivas, Software Statement e certificado dedicados. Conectar um novo lojista vira processo de configuração, não de desenvolvimento, e é essa diferença que transforma mais um cliente em receita marginal com custo marginal próximo de zero.
Do lado da experiência, a plataforma resolve automaticamente o contexto por trás de cada chamada e reduz o fluxo de iniciação de cinco para três etapas na visão do lojista. E cada transação gera eventos via mensageria com identificação de quem a originou, alimentando ao mesmo tempo o faturamento por conexão e a trilha de auditoria.
A divisão pode ser resumida em uma frase: o parceiro traz a licença, a Sensedia traz a tecnologia, e o lojista só consome a API.
Quem pode se beneficiar do ITP as a Service?
O modelo funciona melhor onde a matemática da iniciação é evidente, e isso aponta com consistência para o B2B: plataformas, marketplaces e ERPs que já movimentam pagamentos entre empresas dentro do próprio produto; sistemas de cobrança, em que a liquidação identificada reduz custo de conciliação além do custo de aceitação; e operações de ticket alto ou volume recorrente, que se beneficiam diretamente do Pix Automático.
Do lado da instituição licenciada, o perfil ideal é aquele que já tem canal de originação: base corporativa, rede de parceiros, integradores orbitando o negócio. A licença destrava o produto, mas é a capacidade de originar lojistas que determina o tamanho da receita.
Por que aproveitar o ITP as a Service agora?
O Open Finance saiu da fase de construção de infraestrutura e entrou na fase de monetização. Os fluxos amadureceram, a JSR reduziu o atrito da jornada, o Pix Automático destravou a recorrência, e a pressão por alternativas de menor custo de aceitação só aumenta. Para a INIT (Associação dos Iniciadores de Transação de Pagamento), o ecossistema já atingiu maturidade e o potencial é de 500 a 600 milhões de consentimentos.
Ao mesmo tempo, a porta de entrada regulatória nunca esteve tão estreita. Cada nova negativa do Banco Central torna uma licença de ITP existente um pouco mais valiosa. Para quem já pagou esse preço, o ângulo mudou. Não é mais sobre como usar essa licença no próprio produto. É sobre quantos negócios ela consegue habilitar.
Sua licença de ITP hoje gera receita apenas na própria operação? Fale com o time da Sensedia para mudar esse cenário!
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