Como o mercado de seguros deve se preparar para o SRO em 2026?
A infraestrutura tecnológica do mercado de seguros brasileiro entra em uma nova fase de transformação regulatória, com a atualização do layout do SRO (Sistema de Registro de Operações, prevista pela Susep (Superintendência de Seguros Privados) para 2026, que exige que seguradoras revisem suas arquiteturas de dados e seus fluxos de integração.
Para CTOs e gestores de TI, o SRO no mercado de seguros deixa de ser apenas uma obrigação regulatória de envio de arquivos e passa a ser o motor de uma governança de dados em tempo real.
Como consequência, a complexidade aumenta porque a tolerância para inconsistências de dados será praticamente nula. E para responder a esse cenário, será necessário que sistemas legados conversem de forma fluida com novas camadas de integração, garantindo a granularidade das informações exigidas pela Susep sem comprometer a continuidade da operação comercial.
O que é SRO e como ele impacta o mercado de seguros?
O SRO é uma resposta do regulador à necessidade de transparência e modernização. Na prática, ele centraliza o registro de apólices, sinistros e fluxos financeiros em registradoras credenciadas pela Susep.
Para entender a fundo o conceito do SRO, é preciso vê-lo como um “cartório digital” que elimina o delay de informação entre a seguradora e o órgão fiscalizador, já que, anteriormente, o envio de informações podia ocorrer em janelas de tempo maiores, com registros consolidados posteriormente.
Com o SRO no mercado de seguros, o registro passa a ocorrer em prazos curtos definidos pela Susep, próximos ao momento da emissão ou da movimentação da apólice, o que força as seguradoras a abandonarem processos manuais ou em lote (batch) em favor de transmissões via APIs.
Com isso, os dados tendem a circular de forma mais rápida e estruturada, tendo como impacto imediato o fim do represamento de informações, já que o sistema foi estruturado para ampliar a transparência e a rastreabilidade das operações.
Sendo assim, podemos dizer que as mudanças previstas para 2026 indicam que a Susep busca reduzir a assimetria de informações no setor. O objetivo é claro: facilitar a digitalização, permitir auditorias remotas mais ágeis e aumentar a segurança jurídica tanto para a seguradora quanto para o segurado.
Qual é a nova versão do layout do SRO e seu impacto nas seguradoras?
A nova versão do layout, discutida para entrar em vigor plenamente a partir de 2026, traz campos mais detalhados e regras de validação mais estritas. O foco passa de uma visão macro para um nível mais granular de informação, visto que a Susep busca garantir a rastreabilidade completa das operações, desde a subscrição do risco até a liquidação financeira do sinistro.
Isso gera um efeito cascata na infraestrutura de TI:
- Padronização de sistemas: os sistemas internos (Core Insurance) precisam estar alinhados ao padrão de dados definido pelo regulador;
- Agilidade na troca de dados: falhas no envio ou inconsistências no registro podem gerar não conformidade regulatória e possíveis sanções da Susep. Por isso, a arquitetura tecnológica deve priorizar alta disponibilidade e confiabilidade na transmissão das informações;
- Redução de burocracia: paradoxalmente, ao exigir maior detalhamento técnico dos dados, o processo tende a reduzir o uso de documentação física e a necessidade de validações manuais posteriores.
A adaptação também contribui para a preparação do setor para o Open Insurance, visto que, com dados estruturados no SRO, a interoperabilidade necessária para o ecossistema aberto tende a se consolidar de forma mais natural, permitindo que as seguradoras compartilhem informações, mediante consentimento do cliente, de maneira mais eficiente e segura.
Quais são os benefícios do SRO para as seguradoras?
Embora o foco inicial seja a conformidade regulatória, o SRO no mercado de seguros também viabiliza ganhos relevantes de eficiência operacional, pois, ao estruturar e padronizar sua base de dados para atender às exigências do regulador, a seguradora passa a contar com um processo confiável de informações para análises avançadas e inteligência de negócios. Entre os principais ganhos, podemos citar:
- Aumento da eficiência: a automação de processos reduz custos operacionais administrativos no backoffice e direciona equipes para atividades analíticas e de gestão de riscos;
- Conformidade regulatória: a adequação ao SRO contribui para reduzir riscos reputacionais e a exposição a sanções aplicadas pela Susep;
- Transparência e segurança: a rastreabilidade das informações contribui para reduzir fraudes internas e externas, um desafio recorrente no setor, especialmente em segmentos como o seguro auto, em que inconsistências em registros de sinistros é comum;
- Adaptação tecnológica: a infraestrutura implementada para atender ao SRO também cria uma base tecnológica para novas iniciativas de inovação, uma vez que a existência de APIs abertas para transmissão de dados ao regulador facilita, posteriormente, a integração com parceiros e outros participantes do ecossistema.
Qual é o futuro do SRO no mercado de seguros em 2026?
A perspectiva para 2026 indica que o SRO no mercado de seguros tende a se consolidar como um componente central da infraestrutura operacional do setor. Por isso, as seguradoras que tratarem essa adaptação apenas como uma obrigação de compliance perderão a oportunidade de modernizar sua arquitetura tecnológica, já que a transparência e a eficiência promovidas pelo novo layout contribuem para a construção de um mercado mais competitivo e digital.
Aliás, a tecnologia desempenha um papel fundamental para viabilizar essa transição de forma estruturada e segura, com as soluções de integração passando a atuar como mecanismos de mitigação de ineficiências operacionais e de riscos regulatórios.
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