Portabilidade de crédito no Open Finance — como APIs estão simplificando o processo

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November 7, 2025
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O ecossistema financeiro brasileiro mudou, e mudou rápido. O Open Finance no Brasil transformou a forma como dados e serviços financeiros são integrados, abrindo caminho para jornadas digitais seguras e interoperáveis.

Nesse contexto, a portabilidade de crédito no Open Finance emerge como um avanço esperado: padronizar e digitalizar a migração de dívidas entre instituições, com consentimento do cliente, segurança regulatória do Bacen e automação ponta a ponta via APIs financeiras.

O resultado é um processo mais rápido, auditável e competitivo, com impacto direto na jornada do cliente e na eficiência operacional das instituições. Sendo assim, essa novidade ataca um problema histórico do mercado nacional: a alta fricção para mover dívidas em busca de condições justas.

Continue a leitura para saber mais sobre:

- O que é a portabilidade de crédito no Open Finance;

- Qual é o impacto das APIs na portabilidade de crédito no Open Finance;

- Como a regulamentação do Bacen impacta a portabilidade de crédito no Open Finance;

- Como a portabilidade de crédito no Open Finance melhora a jornada do cliente.

O que é a portabilidade de crédito no Open Finance?

A portabilidade de crédito no Open Finance é a possibilidade de o cliente transferir um contrato de crédito (empréstimo, financiamento etc.) de uma instituição para outra que ofereça melhores condições, sob um fluxo padronizado e digital.

O Open Finance elimina etapas manuais e reduz fricção. Uma vez que o cliente dá consentimento granular e temporal, os dados necessários são compartilhados de forma segura e interoperável, e a nova instituição apresenta propostas, tudo por APIs.

Para o cliente, a portabilidade de crédito no Open Finance significa poder de escolha e transparência na comparação de taxas e prazos. A facilidade de migrar aumenta a competição entre instituições, reduz custo de crédito e melhora a jornada do cliente (menos espera, menos retrabalho, mais visibilidade).

Para isso, a regulamentação do Banco Central exige consentimento explícito, segurança de transporte, autorização baseada em escopos, auditoria e interoperabilidade entre participantes. As diretrizes garantem privacidade (alinhada à LGPD), compliance e transparência de ponta a ponta.

Qual é o impacto das APIs na portabilidade de crédito no Open Finance?

São as APIs financeiras que atuam como pontes seguras e padronizadas, permitindo que os sistemas de diferentes bancos "conversem" entre si em tempo real. Sendo assim, a viabilização do processo depende das APIs. Em alto nível, o fluxo contempla:

- Consentimento: o cliente autoriza, com escopos e validade, o compartilhamento de dados de crédito relevantes;

- Submissão do pedido de portabilidade;

- Contraproposta e contratação: a instituição credora atual pode analisar a proposta e oferecer uma contraproposta. Se esta não for feita ou não for aceita, a nova instituição liquida o contrato na origem e formaliza a portabilidade, com eventos/webhooks para status e auditoria.

Isso resolve três gargalos históricos da indústria:

Integração entre sistemas bancários

As APIs permitem que dados de crédito sejam compartilhados de maneira padronizada, que elimina a necessidade de migração manual de dados ou o uso de layouts de arquivo complexos, processos arcaicos e sujeitos a erros.

Automação e eficiência

As APIs conectam as informações da portabilidade de crédito no Open Finance de forma segura e eficiente. Assim, a consulta de saldo devedor e a efetivação da portabilidade tornam-se automatizadas.

Redução de custos operacionais

Com a troca de informações automatizada via APIs, a necessidade de intervenção manual e operações de back office redundantes é amplamente reduzida.

Como a regulamentação do Bacen impacta a portabilidade de crédito no Open Finance?

O Open Finance não é uma "terra sem lei" e a regulamentação do Bacen é o que dá sustentação, segurança e confiança ao modelo, especialmente quando falamos da portabilidade de crédito no Open Finance.

As exigências legais são claras: o consumidor é o dono dos seus dados. Para as instituições financeiras, o impacto é duplo, já que as classificadas como S1 e S2 com mais de 5 milhões de clientes devem, obrigatoriamente, adaptar seus sistemas.

Isso significa implementar APIs seguras e protocolos robustos de proteção de dados para garantir a conformidade. O desafio técnico é manter essas interfaces atualizadas e seguras contra o volume crescente de dados sensíveis, e aderentes aos rigorosos padrões regulatórios.

Como a portabilidade de crédito no Open Finance melhora a jornada do cliente?

No contexto do Open Finance, a portabilidade deixa de ser uma dor de cabeça processual e passa a ser uma ferramenta de gestão financeira na jornada do cliente. Ele passa a ter uma visão unificada de suas finanças e pode, ativamente, buscar taxas mais competitivas.

Isso significa que o usuário não é mais "refém" da instituição onde iniciou sua operação de crédito, o que democratiza o acesso a produtos financeiros mais adequados ao seu perfil.

Para as instituições financeiras, isso não deve ser visto como uma ameaça, mas como uma verdadeira oportunidade de diferenciação. Empresas que oferecerem um serviço mais transparente, ágil e eficiente conseguirão fidelizar seus clientes atuais e atrair novos.

Na prática, já vemos bancos e fintechs usando o ecossistema para criar marketplaces de crédito. O cliente consente o compartilhamento de seus dados e, em uma única plataforma, recebe ofertas personalizadas de diversas instituições, podendo contratar a melhor opção ali mesmo, sem atrito.

A portabilidade é, sem dúvida, uma das grandes tendências em ascensão para o Open Finance, redesenhando a competição no setor.

Leia também: O que é Open Finance e por que é relevante?

Como vimos até aqui, as APIs são facilitadores técnicos e o verdadeiro motor da portabilidade de crédito no Open Finance. Afinal, elas simplificam a integração de sistemas complexos, aumentam a eficiência operacional e, o mais importante, viabilizam uma experiência do cliente muito superior, centrada na escolha e na transparência.

Contudo, o sucesso dessa implementação depende diretamente da capacidade das instituições de manterem a conformidade regulatória. Sendo assim, navegar pelas exigências do Bacen e garantir a segurança absoluta dos dados não é opcional, é a base de todo o ecossistema.

Garantir que essa arquitetura de integração seja robusta, escalável e segura é o primeiro passo. Por isso, aproveite para saber como escolher uma plataforma de integração de APIs e conte com benefícios como agilidade, flexibilidade e redução de custos.

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