Arquitetura ágil — guia prático para escalar com a IA
Se sua empresa precisa acelerar o time-to-market, reduzir risco de mudança e, ao mesmo tempo, abrir caminho para inteligência artificial, a arquitetura ágil é o alicerce.
Este guia mostra, de forma prática, como aplicar princípios que permitem evoluir sistemas legados sem paralisar o negócio e como integrar IA com governança e observabilidade desde o primeiro dia.
Para saber mais sobre o assunto, continue a leitura e confira:
- quais são os princípios da arquitetura ágil na modernização de legado;
- 8 passos práticos para integrar a IA à arquitetura ágil na sua empresa;
- artigo de Kleber Bacili, co-founder e CEO da Sensedia, e saiba como incorporar os conceitos de modernização de legado e arquitetura ágil à sua operação.
Quais são os princípios da arquitetura ágil na modernização de legado?
Antes de listar táticas, vale alinhar o “porquê”. Para que a arquitetura ágil funcione como catalisador de modernização de legado, é essencial criar condições que reduzam risco, encurtem ciclos e preservem a confiabilidade do que já está em produção.
Em vez de “reescrever tudo”, encapsulamos o legado, estabilizamos contratos, adicionamos telemetria útil e automatizamos governança. Confira, abaixo, os pilares que conectam arquitetura e IA ao dia a dia da engenharia:
Domínios claros e contratos estáveis (API-First + versionamento)
Modelagem de APIs (REST/GraphQL/eventos) por domínios e contratos estáveis isolam o legado atrás de APIs, ao passo que o versionamento semântico, testes de contrato e a documentação viva reduzem acoplamento e evitam que evoluções quebrem consumidores. Essa é a base para arquitetura ágil e IA com segurança.
Estratégias de mudança segura (feature flags, canary, blue/green)
Troque lançamentos “tudo de uma vez” por releases graduais:
- feature flags: separam deploy de release e podem ser ativados por segmento, canal ou região;
- canary: libera para uma pequena fração do tráfego, mede impacto e amplia com segurança;
- blue/green: alterna ambientes sem downtime, otimizando a performance e a segurança de APIs.
Essas táticas diminuem erros, facilitam rollback e mantêm as partes mais importantes do sistema funcionando adequadamente.
Observabilidade ponta a ponta com SLOs por domínio
Sem telemetria, não há arquitetura ágil. Logs estruturados, métricas e traces distribuídos conectam cada chamada às dependências, inclusive legados.
Com isso, a definição de SLOs e a criação de alertas baseados em SLIs passam a orientar decisões do time, além de priorizar de forma objetiva a redução da dívida técnica onde o impacto é maior.
Governança leve: guardrails automatizados, não burocracia
O API Management cuida da execução operacional e a API Governance define o direcionamento estratégico. Em uma arquitetura ágil, isso se traduz em políticas de segurança, design e compliance implementadas como guardrails automatizados no pipeline.
O resultado é um fluxo que acelera a entrega sem adicionar burocracia, mantendo qualidade e conformidade desde o primeiro registro até a produção.
Conheça 8 passos práticos para integrar a IA à arquitetura ágil na sua empresa
Integrar inteligência artificial em produção pede coordenação entre dados, modelos e aplicações, e tudo pode ser guiado pelos princípios de arquitetura ágil e IA. Eles incluem contratos claros, pipelines reprodutíveis, observabilidade específica e rollout controlado.
A ideia é transformar modelos em capacidades de produto com segurança, custo previsível e impacto mensurável. Confira, abaixo, um roteiro direto para acelerar sem perder governança:
1. Mapeie casos de uso e métricas de sucesso
Comece onde a IA gera valor real, por exemplo, conectando KPIs de produto (conversão, NPS, AHT) às métricas do modelo (acurácia, latência, custo/1.000 inferências). Assim, arquitetura ágil e IA permanecem alinhadas ao negócio.
2. Exponha capacidades de IA como APIs versionadas
Trate o modelo como um produto: contratos tipados, limites de uso e políticas de segurança. Em arquitetura ágil, APIs de IA facilitam o reúso, a observabilidade e o rollback rápido entre versões.
3. Implemente MLOps com pipelines reprodutíveis
Versione datasets, features e modelos, além de automatizar treino, validação e promoção com gates objetivos (qualidade/latência/custo). Use canary e shadow deploy para comparar versões em produção sem afetar usuários.
4. Orquestre dados com eventos e catálogo de features
Padronize ingestão por eventos e mantenha um catálogo de features com governança. Isso reduz a duplicidade, simplifica auditorias e acelera a experimentação em inteligência artificial.
5. Fortaleça segurança e compliance para IA
Classifique e mascare dados sensíveis, gerencie consentimentos e registre decisões. Arquitetura ágil e IA pedem trilhas de explicabilidade, políticas de retenção e segregação por contexto.
6. Monitore inferências com observabilidade específica
Acompanhe SLOs de inferência (latência, taxa de erro, degradação de acurácia), drift de dados/modelos e custo por chamada. Alarmes de drift devem acionar playbooks de fallback (regras ou versão anterior).
7. Faça rollout/rollback orientados a risco
Adote feature flags para ligar IA por segmento, canary por percentual de tráfego e blue/green para trocas completas. Se as métricas piorarem, o rollback automático preserva a estabilidade, um pilar da arquitetura ágil.
8. Estabeleça governança contínua e federada
Padronize contratos, segurança e documentação de modelos em um catálogo unificado. Como mencionado anteriormente, considere que API Management opera e API Governance define os guardrails estratégicos que mantêm arquitetura e IA escaláveis e auditáveis entre múltiplos times e gateways.
Confira o artigo de Kleber Bacili, co-founder e CEO da Sensedia, e saiba como incorporar os conceitos de modernização legada e arquitetura ágil à sua operação
No mundo acelerado da tecnologia, as empresas enfrentam constantemente o desafio de permanecer relevantes e competitivas. À medida que as indústrias evoluem e as expectativas dos clientes aumentam, as organizações devem adaptar-se ou correm o risco de se tornarem obsoletas. É aqui que entra em jogo o conceito crucial de modernização legada e arquitetura ágil. Ao revitalizar sistemas obsoletos e adotar uma abordagem ágil à arquitetura, as empresas podem não apenas sobreviver, mas também prosperar no cenário atual em constante mudança.
De acordo com um relatório do Gartner, 50% dos CIOs investiriam na modernização de aplicações este ano. Quando se pensa em modernizar legados, o tema é muitas vezes referido como a espinha dorsal de uma organização, resultado de anos, senão décadas, de investimentos em tecnologia. No entanto, à medida que surgem novas tecnologias, os sistemas legados podem tornar-se uma faca de dois gumes. Por um lado, representam uma história de conhecimentos e processos institucionais; por outro, podem impedir a inovação, retardar as operações e incorrer em elevados custos de manutenção.
Muitas instituições financeiras, por exemplo, ainda dependem de sistemas mainframe para o core banking, mas estes enfrentam dificuldades com transações em tempo real e experiências personalizadas. Para garantir uma experiência digital perfeita para o cliente e manter-se atualizado com as tecnologias emergentes, é essencial incorporar a modernização em toda a sua infraestrutura e estabelecer uma arquitetura ágil.
A migração de sistemas testados e aprovados para sistemas modernos pode ser uma tarefa complexa e arriscada. A migração de dados, a integração com sistemas existentes e a garantia de interrupções mínimas nas operações diárias são apenas alguns obstáculos. É aqui que os princípios da arquitetura ágil e o apoio de uma equipe especializada podem fornecer orientações inestimáveis.
Uma das principais vantagens de adotar uma arquitetura ágil é a sua capacidade de gerenciar a complexidade. Os projetos de modernização podem ser complexos, envolvendo vários sistemas, equipes e partes interessadas. A arquitetura ágil aborda essa complexidade promovendo comunicação, colaboração e transparência constantes. Equipes multifuncionais trabalham juntas para identificar gargalos, dinamizar processos conforme necessário e impulsionar o projeto, garantindo que o resultado esteja alinhado com as metas de negócios.
Abrace a mudança sem medo
No domínio da tecnologia, a mudança é inevitável. Os mercados mudam, as preferências dos clientes evoluem e surgem novas oportunidades. Com uma arquitetura ágil, é fácil acompanhar as tendências. Veja a revolução da IA nas empresas, por exemplo. Para capitalizar as suas vantagens, é essencial eliminar barreiras obsoletas do sistema e permitir a adaptabilidade.
Em seu relatório de 2023, “2023 CIO and Technology Executive Agenda: A Brazil Perspective”, o Gartner destaca que 28% dos executivos planejam implementar IA/Aprendizado de Máquina (ML) em até 24 meses e 44% deles irão aumentar o investimento nesta área. Para facilitar essa transição, modernizar a arquitetura com uma camada API torna-se crucial. Esta camada garante a transferência segura de dados para sistemas de IA, aumentando a eficiência e a agilidade na adoção e utilização da IA. Também ajuda a agilizar a troca de informações, promovendo a colaboração dentro da organização.
Uma empresa preparada para a inteligência artificial pode acelerar o tempo de lançamento no mercado. Porém, alguns fornecedores de IA lutam para acompanhar o mercado devido a problemas de agilidade. Não se trata apenas de criar produtos de IA, mas de fazê-lo de forma ética e segura. Lembre-se: não existe IA sem APIs.
Vejamos Cyrano.ai, uma plataforma projetada para reconhecer e responder às entradas do usuário nas conversas. A solução de IA presta atenção às pessoas tal como os humanos o fazem,reconhecendo os seus valores e prioridades e aprendendo o seu estilo. Por meio de uma abordagem API-First, Cyrano.ai conseguiu criar valor único. Através do uso de APIs como pontes para modelos de IA, as empresas podem estabelecer conexões seguras entre suas plataformas e os recursos oferecidos pela Cyrano.ai. Com isso, os LLMs podem ser customizados e ajustados de acordo com as necessidades e contextos de cada cliente.
Cyrano.ai teve uma implantação bem-sucedida na concessionária Metro Honda no sul da Califórnia, obtendo uma melhoria de 20% na conversão de vendas e reduzindo o tempo de transação em 44%.
Olhando além
Ao adotar uma mentalidade ágil, as empresas podem rapidamente articular-se para aproveitar estas oportunidades sem serem restringidas por sistemas rígidos e monolíticos. Essa adaptabilidade é uma vantagem competitiva que permite que as empresas permaneçam à frente da curva e agreguem continuamente valor aos seus clientes.
A modernização legada e a arquitetura ágil não são apenas mudanças tecnológicas; são transformações culturais. Trata-se de promover uma cultura de aprendizagem contínua, onde as equipes têm o poder de experimentar, aprender com as falhas e se renovar. Trata-se de abraçar uma mentalidade que valoriza a inovação e entende que o status quo não é suficiente. Ao infundir estes princípios na estrutura da organização, as empresas podem criar um ambiente onde os sistemas legados não são um fardo, mas um trampolim para o crescimento.
A jornada de modernização do legado e adoção de novas tecnologias não é simples, mas é necessária. Num cenário tecnológico em constante evolução, as empresas não podem dar-se ao luxo de ficar sobrecarregadas por sistemas desatualizados. Ao embarcar num caminho de modernização e adotar uma abordagem ágil à arquitetura, as organizações podem desbloquear novos níveis de agilidade empresarial, simplificar as operações e posicionar-se para um futuro de crescimento sustentável e inovador. Não é apenas uma atualização; é um compromisso de prosperar na era digital.
Leia também: Prepare sua empresa para IA com a arquitetura ágil
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